
A Secretaria de Comunicação Social da Presidência divulgou nota nesta quarta-feira (30) para informar que o ministro do Esporte, George Hilton, deixará o cargo. Em seu lugar, de acordo com a nota, assumirá de forma interina o atual secretário do Esporte de Alto rendimento da pasta, Ricardo Leyser, filiado ao PCdoB.
Hilton estava no cargo desde janeiro do ano passado, quando a presidente Dilma Rousseff tomou posse para o segundo mandato. Segundo a Secom, ele deixou o posto no primeiro escalão do governo a pedido.
No último dia 18, Hilton, até então filiado ao PRB, decidiu deixar o partido e se filiar ao PROS. Ele trocou de partido motivado pela decisão do PRB de romper com o governo da presidente Dilma.
Na ocasião em que anunciou sua filiação ao PROS, através de uma nota divulgada à imprensa, George Hilton afirmou que continuaria no cargo por entender que pessoas com atuação pública devem se empenhar para “desfazer conflitos, evitar injustiças e trabalhar com afinco pela normalidade democrática e pela solidez das instituições nacionais”.
“Entendo que tal missão, nesses dias sombrios, implica em apoiar o governo da presidenta Dilma Rousseff, eleito pela maioria do povo brasileiro numa disputa limpa e regular", disse Hilton na nota divulgada há cerca de duas semanas.
PMDB
A saída dele da pasta ocorre em meio a uma turbulência política vivida pelo governo da presidente Dilma.
Nesta terça (29), o Diretório Nacional do PMDB decidiu romper com o Planalto e entregar todos os cargos no Executivo. Nesta quarta, porém, a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, informou que os seis ministros da legenda permanecerão em seus cargos, sem se desfiliar do partido.
Além disso, outro partido da base, o PP, também marcou uma reunião para as próximas semanas a fim de decidir se mantém ou não a aliança com o Palácio do Planalto - atualmente, a legenda comanda o Ministério da Integração Nacional.
'Repactuação'
Diante do rompimento do PMDB e da iminente saída de outros partidos da base, o Palácio do Planalto passou a adotar a estratégia da "repactuação" com as legendas aliadas no Congresso Nacional. O objetivo da cúpula do governo é evitar o chamado "efeito dominó" entre os partidos.
Na prática, o Executivo quer negociar com parlamentares liberação de emendas e nomeação em cargos em troca de apoio para barrar o processo de impeachment de Dilma na Câmara.
A fim de garantir essa "repactuação", a presidente passou a intensificar as reuniões com os ministros Jaques Wagner (chefe de gabinete) e Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo) a fim de buscar a acomodação dos partidos da base.
Wagner e Berzoini são os responsáveis pela articulação política e pela interlocução do Planalto com o Congresso Nacional, líderes partidários e direções de legendas.
Postado Por:Daniel Filho de Jesus
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