
Um dia depois de sair vitorioso e permanecer na presidência do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) passou como um trator sobre a oposição e encerrou em um dia a discussão e a contagem de prazo para a PEC do teto dos gastos. A mobilização do Planalto e de ex-presidentes da República junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para mantê-lo no cargo, incluía a aprovação da PEC, e Renan já começou a cumprir sua parte. Em oito horas, realizou três sessões consecutivas do Senado para debater a PEC do teto e, assim, encerrou a contagem de tempo exigido para a votação da proposta, em segundo turno. O Senado votará a emenda na próxima terça-feira, e Renan deseja promulgá-la na quinta-feira. Pela manhã, Renan comandou uma sessão extraordinária, a partir das 10h30m. Na ocasião, derrotou requerimento do PT e do PCdoB para tentar evitar a discussão da PEC. No início da tarde, o vice-presidente Jorge Viana (PT-AC) iniciou uma nova sessão. Às 16h30m, o próprio Renan voltou ao plenário, encerrou essa segunda sessão e, imediatamente, abriu a terceira sessão do dia. Na primeira sessão, Renan mostrou outra atitude em relação à oposição. Ele negou recurso apresentado pela líder do PCdoB, Vanessa Grazziotin (AM), e manteve na pauta a discussão da PEC do eto (PEC 55). A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) recorreu da decisão ao plenário, mas foi derrotada. Inconformado com a postura de Renan, que em outras ocasiões era acusado de ser condescendente com as questões apresentadas pela minoria, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) disse que o presidente da Casa agia assim depois da decisão do STF favorável a ele.
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