O governo anunciou na tarde de ontem, a redução do Imposto de Importação (II) para 100 produtos, a partir de outubro próximo, com o objetivo de baratear o custo do insumo para o setor produtivo e impedir que haja aumento da inflação. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, avisou que as indústrias que produzem os itens terão que baixar os preços ou enfrentarão a concorrência dos importados.Os produtos da lista são, em grande maioria, matérias-primas usadas pela indústria de transformação, como a de eletroeletrônicos e a automobilística. As alíquotas cairão de uma média de 25%, para algo em torno de 12% a 14%. Medida semelhante, mas no sentido oposto foi aplicada pelo governo em outubro de 2012.
Concorrência
"Estes produtos terão queda de preço e haverá aumento da competição no mercado desses insumos de forma a evitar aumento de preços", afirmou o ministro. "A medida é deflacionária. As indústrias que produzem no Brasil terão que baixar preço ou haverá a concorrência internacional", alertou Mantega.
Ele disse que a expectativa do governo, quando aumentou as tarifas em outubro do ano passado, era dar tempo para que a indústria se fortalecesse em relação aos concorrentes internacionais. Ele lembrou que nesse período o governo tomou várias medidas para melhorar a competitividade da indústria.
Em 2012, o governo aumentou o Imposto de Importação para 100 produtos, por um período de 12 meses, para proteger a indústria nacional. Ainda anunciou que outra lista com mais 100 itens teria aumento de tarifa. Mantega afirmou que esta ideia também foi abandonada, devido à valorização do dólar em relação ao real.
Retificação de voto
Mantega disse ontem, que o representante do Brasil no FMI (Fundo Monetário Internacional), Paulo Nogueira Batista, continua no cargo. O ministro convocou Batista para dar explicações sobre sua abstenção na votação para aprovar nova contribuição de 1,8 bilhão de euros à Grécia na segunda-feira. Segundo o ministro, Batista estará em Brasília no início da próxima semana. Mantega ligou nesta manhã para a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, para retificar o voto de Batista. "Ele não tinha nos consultado a esse respeito. Somos favoráveis a liberação de recursos", explicou.
Postado Por:Daniel Filho de Jesus