Os diretórios estaduais do PPS e do PSB devem se reunir nas próximas semanas para uma definição sobre como será feita a fusão, no Rio Grande do Norte, dos dois partidos. A fusão foi anunciada por dirigentes nacionais das duas legendas, que garantiram estar consolidado o projeto de união. No Rio Grande do Norte, ainda não há definição sobre a quem caberá o diretório do novo partido. Atualmente, a presidente estadual do PSB é a ex-governadora e atual vice-prefeita de Natal, Wilma de Faria. A presidência estadual do PPS está com o ex-deputado estadual Wober Júnior.
“Essa não é a preocupação, neste momento a prioridade é definirmos a convocação dos Congressos dos dois partidos que vão confirmar a fusão, o debate do programa, do estatuto, queremos um partido moderno com projetos para o país”, afirmou Wober Júnior.
Ele disse teve conversas iniciais com Wilma de Faria e os deputados estaduais do PSB. A reunião entre dirigentes e parlamentares estaduais dos dois partidos ainda não está marcada. Como integra a executiva nacional do PPS, Wober Júnior afirma que vai participa na próxima semana de alguns encontros em outros estados. Em seguida, deverá articular a reunião no Rio Grande do Norte para tratar das questões do Estado.
Wober disse que nacionalmente a nova legenda será de oposição. Para os estados, não há decisão prévia sobre o posicionamento com relação aos governos. Nas eleições de 2014, tanto o PPS quanto o PSB estavam na coligação contrária a que elegeu o atual governador Robinson Faria. Mas Wober Júnior comenta que isso não significa que há uma decisão no que diz respeito a fazer oposição no Estado ou a futuras alianças. A orientação, segundo o ex-deputado, é que nas cidades com mais de 200 mil habitantes o novo partido lance candidato próprio a prefeito. Mesmo assim, afirma, as questões locais devem ser ponderadas. Wober Júnior lembra que, em Natal, Wilma de Faria tem densidade política para uma candidatura, mas ela já afirmou que não tem interessa em concorrer. “Por enquanto esse tema não está nas tratativas. Estamos preocupados com assuntos mais importantes. Precisamos debater os grandes temas nacionais. As reformas, por exemplo, o PT diz ser preponderante, a política, mas não é, sabemos que são a tributária, a fiscal, a previdenciária”, afirmou.
O deputado estadual Tomba Farias (PSB) comentou ontem que os deputados e vereadores da legenda aguardam as orientações dos diretórios e as reuniões no Rio Grande do Norte para saber como será as próximas etapas do processo. Ele disse que ficou surpreso esta semana com o anúncio de que a fusão é definitiva. Também integra a bancada do PSB a deputada Márcia Maia.
Projetos
Em entrevista à imprensa, os presidentes do PSB, Carlos Siqueira, e do PPS, deputado Roberto Freire (SP), acompanhados de lideranças nacionais e de parlamentares, garantiram que a nova legenda não será aliada do governo federal, mas atuará como uma nova alternativa na política nacional.
Segundo Roberto Freire, as duas legendas começaram a discutir o processo de fusão na pré-campanha de Eduardo Campos à Presidência da República. “Temos muito em comum com o PSB, estivemos juntos em muitas lutas, mas esta não é uma homenagem ao passado, mas sim ao futuro, pois o Brasil atravessa uma crise grave e busca alternativas; queremos construir o novo.”
Carlos Siqueira informou que a nova agremiação manterá a sigla PSB, com o número 40, e disputará as prefeituras de todas as capitais e de quase todos os municípios no ano que vem. “Talvez os grandes partidos não tenham tantos bons nomes para lançar candidatos como nós temos”. Siqueira disse ainda que aguarda a filiação da senadora Marta Suplicy e anunciou que ela deverá ser a candidata do partido na disputa da prefeitura de São Paulo. Dentro da Executiva Nacional do PSB houve um voto contra a fusão. No PPS todos votaram a favor da medida, de acordo com Siqueira.
Postado Por:Daniel Filho de Jesus
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