
O piano de Eike Batista, apreendido em operação da Polícia Federal no início de fevereiro por determinação da Justiça, foi devolvido ao empresário na noite desta sexta-feira. Também chegou à casa do ex-bilionário, levada por um policial, a Range Rover de Thor, filho mais velho de Eike com a ex-modelo Luma de Oliveira. O carro estava na garagem de um edifício onde mora o juiz Flávio Roberto de Souza, na Barra da Tijuca. Já o piano estava sob guarda de um vizinho do magistrado. Após ter sido flagrado dirigindo o Porsche do empresário, o juiz acabou afastado do caso Eike pela Corregedoria Nacional de Justiça. Os bens foram entregues sem qualquer documentação formalizando a devolução. E o piano chegou com um defeito na tampa. Esse problema não existia antes do instrumento ter sido levado da casa de Eike — informou o advogado Sergio Bermudes.
O advogado afirmou que o empresário desistiu de entrar com uma ação na Justiça contra o juiz pedindo indenização por danos morais. Eike, diz Bermudes, considera que o magistrado já foi punido por seus atos pelas determinações contra ele na esfera jurídica.
O Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região informou que a devolução já é consequência de decisões tomadas pelo juiz substituto Vitor Barbosa Valpuesta, que assumiu a 3ª Vara Federal Criminal também nesta sexta-feira, quando o juiz Flávio Roberto de Souza — já afastado do processo de Eike — entregou ao TRF atestado concedendo licença médica pelo período de 15 dias.
Até segunda-feira, o juiz de Souza precisa apresentar explicações à Corregedoria Regional em resposta a duas sindicâncias já em andamento contra o magistrado. Elas questionam a guarda de bens apreendidos de Eike pelo juiz, incluindo três veículos — um Porsche Cayenne, uma Toyota Hilux e uma Range Rover — além do piano que ficou sob guarda de um vizinho do titular da 3ª Vara Criminal.
Na terça-feira, ele deverá se submeter à avaliação de saúde feita por uma junta médica convodada pelo TRF. No mesmo dia acontecerá a votação pela 6ª Turma Especial de sua substituição ou não no caso, ainda que o afastamento já esteja definido em âmbito administrativo, devido à decisão da ministra Nancy Andrighi, corregedora nacional de Justiça. Na sessão, será ainda acertado para que varas seguirão as ações penais contra Eike, além de se e quais atos do juiz Flávio Roberto de Souza relativos ao caso serão mantidos.
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