
O contingente de trabalhadores domésticos reduziu ainda mais em fevereiro. Segundo a PME (Pesquisa Mensal de Emprego) divulgada ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 25 mil pessoas deixaram a atividade. Nos últimos 12 meses, o montante acumulado é de 133 mil.Com menos trabalhadores domésticos, o salário desse tipo de mão de obra foi o que mais se valorizou nos últimos 12 meses. O aumento foi de 7%, para R$ 768,70 em fevereiro. Apesar disso, ainda é o menor valor entre os salários oferecidos na indústria, construção, comércio, serviços, educação, saúde e administração pública.De acordo com Cimar Azeredo, técnico do IBGE, a redução ainda não é reflexo das mudanças proporcionada pela PEC (Proposta de Emenda à Constituição) à categoria. "É uma tendência que vem desde o ano passado, proporcionada pelo aumento da escolaridade e mais opções de emprego e renda melhor", disse. Apesar disso, Azeredo afirmou que o instituto ficará atento às possíveis mudanças na categoria. "Se houver uma redução mais significativa do número de empregados domésticos, a PEC poderá ter gerado efeito, inclusive, com mais pessoas trabalhando como diarista ao invés de mensalista", disse.
Comércio dispensa
A dispensa de trabalhadores temporários no comércio fez a taxa de desemprego subir de 5,4% em janeiro para 5,6% em fevereiro. No entanto, o resultado manteve-se no menor patamar para o mês desde o início da série histórica da PME, em março de 2002. O resultado, muito próximo ao registrado em 2012, sugere uma acomodação no mercado de trabalho no início de 2013.
Renda real tem ganhoMas a renda real dos trabalhadores ainda subiu 2,4% em relação a fevereiro de 2012, a 16.ª taxa positiva consecutiva, o que confirma os temores do Banco Central (BC) de uma pressão sobre a inflação. Entretanto, economistas acreditam que a redução no ritmo de aumento dos rendimentos sinalize que o impacto sobre os preços será menor em 2013 do que o verificado em 2012, quando os trabalhadores conquistaram ganhos reais em maior magnitude. "Este ano, o desemprego vai continuar historicamente baixa. Algum alívio pode vir sobre os preços dos serviços por conta da renda, que dificilmente crescerá nos mesmos termos que em 2012", avaliou o economista Fábio Romão. A renda média do trabalhador teve aumento real de 4,1% em 2012. Para 2013, a projeção de crescimento é de 2,8%.
Postado Por:Daniel Filho de Jesus
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